O jovem norte-americano Dennis
Plummer queria conhecer melhor a população de seu país mediante o contato
direto com as pessoas e por meio das histórias que lhe contassem. Desse modo,
Dennis, recém-graduado em psicologia, começou a percorrer a pé o território dos
Estados Unidos.
No fim de seu primeiro ano de
caminhada, em 1988, Dennis havia entrevistado todo tipo de pessoas:
empresários, operários, empregados, camponeses, marinheiros e inclusive
narcotraficantes e prostitutas. Tinha ido a várias cidades, as maiores e as
menores de seu país. Depois disso, ele escreveu este comentário: “O que eu
percebia nas pessoas era uma espécie de questionamento sobre o sentido da
própria vida. O homicida nº 1 dos Estados Unidos é o tédio. De diferentes
maneiras, as pessoas estão buscando um significado para a vida.”
O que descobriu Dennis Plummer em
sua pesquisa não é por acaso o que também sentem e padecem as pessoas de outros
lugares? Já nos dias de Cristo, a humanidade sofria de tédio e de vazio
existencial. A maioria ignorava sua razão de viver. As pessoas viviam ao seu
modo, sem saber para quê. A experiência de viver era mais tediosa que
prazerosa. As pessoas tinham fome de bem-estar e felicidade. Necessitavam
descobrir um novo rumo e uma nova esperança para sua vida. Entre ontem e hoje
existe grande diferença?
A busca do coração
Não importa onde nos encontremos,
sempre veremos pessoas sem alegria e satisfação. Pessoas que desejam sentir-se
melhor, com anseios satisfeitos, sonhos alcançados, plenitude espiritual;
pessoas com sede de felicidade, que somente o Senhor pode atender.
Jesus tem o maior interesse de
suprir nossas carências e remediar nossas tristezas. Ele deseja que nos
sintamos bem com nós mesmos, e que tenhamos uma canção de alegria no coração.
Ele declara: “que vossa alegria seja completa” (João 16:24). Além disso, nos
ajuda a alcançá-la.
O Mestre vivia rodeado de
pessoas, e todas recebiam alguma bênção. O abatido recebia ânimo, o triste
voltava contente para casa, o doente recuperava a saúde, o entediado ficava
entusiasmado e o angustiado encontrava esperança. As crianças sorriam e suas
mães se emocionavam de alegria.
Tão profundo era o anseio de
Jesus de ver as pessoas felizes que começou o Sermão do Monte apresentando as
célebres bem-aventuranças. Não começou falando de religião ou doutrina,
tampouco apontando a hipocrisia de Seus inimigos. Compreendendo a real
necessidade do numeroso público ali reunido, começou apresentando a
transcendente fórmula da felicidade humana.
A fórmula mais eficaz
Conforme uma parábola moderna,
vários cientistas de renome se propuseram a realizar um plano insólito.
Preocupados com o desânimo e a tristeza da população depois da guerra,
recorreram ao computador mais avançado para descobrir um modo de tornar as
pessoas um pouco mais felizes.
Esse supercomputador poderia
oferecer a resposta adequada. Desse modo, o carregaram com todos os dados
relativos ao problema que desejavam resolver. Depois, com ansiosa expectativa,
teclaram a pergunta: “De que maneira as pessoas podem ser mais felizes?” E,
após um prolongado silêncio, apareceu na tela a surpreendente resposta:
“Seguindo as bem-aventuranças de Jesus!”
Não foi correta a resposta que
deu o computador? A fórmula da felicidade apresentada por Jesus continua sendo
a mais adequada e eficaz. O que diz essa antiga fórmula das bem-aventuranças?
Seu conteúdo é paradoxal, aparentemente contrário à razão. Mas ali estão a
sabedoria e a profundidade desse ensinamento imortal.
O Mestre começou dizendo: “Bem-aventurados
os pobres de espírito”. Ou seja, os que reconhecem humildemente sua necessidade
espiritual, porque assim se aproximarão de Deus, que os encherá de bênçãos.
Logo continuou: “Bem-aventurados os que choram”. Outra vez, vemos a nota
contraditória. Como alguém pode ser feliz enquanto estiver chorando? Não se
trata do que chora por alguma dor física, mas do que tem dor na alma, que se
dissipa com o bálsamo do Senhor. E esse bálsamo deixa finalmente melhor o espírito
do que antes de ter a dor.
No restante das bem-aventuranças
aparecem os “mansos”, os “que têm fome e sede de justiça”, os
“misericordiosos”, os “puros de coração”, os “pacificadores” e os que sofrem
injustamente por causa do tratamento que recebem do próximo (Mateus 5:3-11).
Todos eles são bem-aventurados ou felizes, porque praticam a bondade, agem com
justiça, têm amor fraternal, vivem com pureza, amam a paz e são abençoados
quando a maldade alheia é manifestada contra eles.
Dialoguemos com o Mestre:
– Senhor, que significado têm esses princípios
de vida íntegra e piedosa?
– Os princípios das bem-aventuranças – nos
responde o Mestre – chegam à profundidade do ser e apontam o caminho da
redenção. Os que cumprem esses princípios estarão no “reino dos Céus”,
“herdarão a Terra” e “verão a Deus”. Nisso consiste a maior felicidade: não
apenas em passar bem os poucos anos da vida terrena, mas em ter a certeza da
vida eterna.
– Mas acaso, Senhor, não há
felicidade também no bem-estar e nas conquistas pessoais desta vida?
– Sim, essas são alegrias e
satisfações que Deus outorga a Seus filhos. Mas, para que sejam profundas e
duradouras, devem estar fundamentadas nos princípios transcendentes do amor a
Deus e ao próximo.
Do contrário, cedo ou tarde,
essas “alegrias” se desvanecerão e deixarão vazio o coração. A mera alegria humana
é incompleta e fugaz. Por outro lado, a felicidade que procede de Deus é
estável e dura tanto quanto aquele a quem redime.
Atitudes da felicidade
Com Seu ensinamento, Sua
companhia e Sua ajuda constante, Jesus alegra o coração. Inclusive, semeia em
nossa mente as atitudes mais corretas para termos alegria de viver. Só um
Mestre como Ele poderia nos dar tão grande bênção.
Citemos algumas dessas atitudes
que contribuem para nossa felicidade:
1. Entusiasmo. Ou seja, um
espírito resoluto e animoso nas tarefas cotidianas e mesmo em face das
dificuldades; a mente positiva que não teme os desafios e o otimismo que sempre
nutre a esperança. O entusiasmo é a vitalidade emocional que previne o
desalento; é a qualidade da alma que enriquece a força de vontade. É o domínio
da alegria sobre a tristeza.
2. Calma interior. Quando existe angústia,
desassossego ou nervosismo, não pode haver alegria. E, quando a ira e o rancor
dominam, tampouco pode se desenvolver o hábito de ser feliz. Mas, quando a
vontade serena o espírito, a calma retém a alegria do coração. Isso é possível
com a ajuda diária de Deus.
3. Espírito de serviço. A atitude
de serviço estimula a alegria de viver. Servir é compartilhar e ajudar; é amar
e conviver fraternalmente com o próximo. É fazer algo – grande ou pequeno –
para alegrar alguém, o que alegra a própria pessoa. Mexa as mãos, os lábios, a
alma para servir por amor, e você será uma pessoa feliz.
4. Maturidade emocional. Essa é
outra importante atitude que promove a alegria do coração. A maturidade
emocional nos torna compreensivos, flexíveis e bondosos com os demais. Leva-nos
a esquecer a calúnia recebida, o gesto amargo do próximo, ou a intenção
mesquinha do adversário. A verdadeira maturidade nos faz felizes, porque não se
detém em futilidades, nem sofre pelas pequenas inconveniências da vida. Guie-se
pelo exemplo de Jesus, que buscava sempre o bem dos demais.
5. Harmonia familiar. Que fator
vital de felicidade! Os pais são felizes somente quando constroem e mantêm a
harmonia de seu lar. E os filhos aprendem a alegria de viver quando vêem seus
pais felizes. Isso é fundamental nesta época de
desagregação familiar. Embora teoricamente todo lar seja um lugar de amor e
carinho, vemos muita violência doméstica. No Reino Unido, por exemplo, a
violência doméstica é o segundo tipo de crime mais comum, respondendo por cerca
de 25% dos incidentes violentos reportados à polícia. A violência familiar, sem dúvida, tem um
impacto negativo nas crianças. Estudos mostram que a violência conjugal predomina
nos ambientes “com potencial para causar problemas de agressividade e
transgressão em crianças” e que “comportamentos agressivos em crianças tendem a
manter-se ao longo do tempo e de forma cada vez mais acentuada”.
Além disso, os divórcios estão se
multiplicando em várias partes do mundo, incluindo os países da América Latina.
Em 2007, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), foram realizados 916.006 casamentos no Brasil, mas o número de divórcios
chegou a 231.329, ou seja, para cada quatro casamentos foi registrada uma
dissolução. A taxa de divórcios no país cresceu 200% em pouco mais de 20 anos
(1984-2007). O interessante é que um estudo do Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as novelas da maior rede de TV
do Brasil, com suas críticas aos valores tradicionais, e um aumento no número
de divórcios no país nas últimas décadas.
Sem julgar os motivos de ninguém, podemos dizer que o sonho de Deus para
as famílias não está sendo levado a sério por muita gente. Veja a porcentagem
de novos casamentos que terminam em divórcio em alguns países:
País
|
Divórcios (% de casamentos)
|
Suécia
|
54,9
|
Finlândia
|
51,2
|
Luxemburgo
|
47,4
|
Austrália
|
46
|
Estados Unidos
|
45,8
|
Dinamarca
|
44,5
|
Bélgica
|
44
|
Áustria
|
43,4
|
Rússia
|
43,3
|
Reino Unido
|
42,6
|
Noruega
|
40,4
|
França
|
38,3
|
Holanda
|
38,3
|
Hungria
|
37,5
|
Canadá
|
37
|
Portugal
|
26,2
|
Mantemos dentro de nosso lar um
clima de harmonia, cordialidade e amor, para tornar felizes todos os membros da
família? O Senhor alegra nossos lares quando Lhe pedimos ajuda e bênçãos. Eleve
hoje uma oração em favor de sua família. Faça isso todos os dias. Deus o
recompensará.
6. Fé sincera em Deus. O Senhor
nos faz felizes quando confiamos nEle; quando procuramos Sua amizade e falamos
com Ele; quando Sua morada em nosso coração nos leva a viver com retidão. Dizem
as Escrituras: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o
Senhor” (Jeremias 17:7).
A euforia de crer
Das seis atitudes que acabamos de
citar para o alcance da felicidade, a última delas merece consideração
adicional. Refiro-me à fé ou confiança em Deus, mediante a qual o Senhor
dissipa as sombras do coração e nos outorga genuíno contentamento.
Um avô havia levado ao circo
vários de seus netinhos. A idéia era que todos eles passassem um momento alegre
e divertido. Contudo, o neto mais novo se assustou com um dos números do circo,
e se pôs a chorar. Então, o avô, para tranqüilizar o pequenino, disse-lhe:
“Trouxe você aqui para que se divirta. Pare de chorar!” Mas o menino continuou
chorando.
Assim como o circo foi incapaz de
fazer rir o menino de pouca idade, muitos outros recursos utilizados para
alegrar os adultos só produzem um prazer exterior e momentâneo. Mas o que o
circo da vida mundana não pode dar, a fé que nos une ao Senhor nos dá em
abundância. Junto de Jesus tudo é muito melhor. Caso seja algo prazeroso, o
desfrutamos muito mais; se é alguma adversidade ou momento amargo, tudo se
torna mais suportável. A fé nos capacita a corrigir o mal, aumentar o que é bom
e desfrutar o que é melhor.
Acima de tudo, o apóstolo Paulo
nos assegura que a salvação se recebe “mediante a fé” em Jesus (Romanos 3:25).
A fé não é o fundamento da salvação, mas o meio ou instrumento pelo qual nos
apropriamos de Cristo e Sua justiça; é a mão vazia que se estende e recebe a
justiça ao aceitar a Cristo.
A fé não só nos capacita a
receber a salvação, mas também as demais bênçãos que Deus nos prometeu. Muitos,
“por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas,
fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da
espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em
fuga exércitos de estrangeiros” (Hebreus 11:33, 34).
Como podemos desenvolver a fé?
Estudando a Palavra de Deus: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela
palavra de Deus” (Romanos 10:17, ARC).
E também nos aproximando de
Jesus, definido pelo autor de Hebreus (12:2) como “o Autor e Consumador da fé”.
Mas isso é apenas uma parte do
todo. A história continua...
PARA RECORDAR:
1. Para ser feliz e pertencer ao
reino de Deus, a pessoa precisa praticar os ensinos de Jesus.
“Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor!
entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está
nos Céus” (Mateus 7:21).
2. O
conhecimento experimental de Deus e de Jesus significa vida eterna.
“E a vida eterna é esta: que Te conheçam a
Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3).
3. A fé
é o método de nos relacionarmos com Deus. Ela nos habilita a receber a salvação
oferecida por Jesus, além de outras bênçãos.
“De fato, sem fé é impossível
agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia
que Ele existe e que Se torna galardoador dos que O buscam” (Hebreus 11:6).
PS.: Lembrando que esses temas são do livro AINDA EXISTE ESPERANÇA de Henrique Chaij distribuído pela NOVOTEMPO
É isso amados, logo logo postarei
o próximo tema! Aguardem...
Fiquem na PAZ!
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